Um distúrbio de linguagem na criança pequena, em geral é determinado comparando-se o funcionamento de linguagem desta com o da mesma idade com desenvolvimento "normal". Os sinais de um distúrbio de linguagem mudam ao longo do tempo, uma vez que levamos em consideração o crescimento e desenvolvimento das crianças. Quando as habilidades pré-verbais e verbais iniciais não se desenvolvem, há motivos justificados para preocupação. O atraso de linguagem pode muitas vezes ser o primeiro sinal de uma alteração no neurodesenvolvimento.
Algumas crianças apresentam perturbação no desenvolvimento da linguagem que não pode ser explicado por deficits de percepção sensorial, capacidades intelectuais ou funcionamento motor ou socioeconómico. Essas crianças podem ser diagnosticadas como distúrbio específico de linguagem ou outros quadros afins. Suas dificuldades surgem à medida que elas se desenvolvem, e os pais começam a perceber problemas no desenvolvimento linguístico por volta dos dois anos de idade. Neste momento, a maioria das crianças de desenvolvimento normal está acrescentando vocabulário novo ao seu repertório de palavras e é comunicadora entusiástica. As crianças com distúrbio de linguagem utilizam vocabulário mais restrito e apresentam problemas em comunicar desejos e necessidades. (Boone, 1994)
Essas crianças devem ser encaminhadas à avaliação de terapia da fala, para definição das categorias linguísticas em deficit, orientação familiar e possíveis encaminhamentos para otorrinolaringologista, neurologista, psicólogo ou outros profissionais que se façam necessários.
Segundo Capovilla (1997), atraso de linguagem é o problema de desenvolvimento mais comum em pré-escolares e pode se correlacionar com distúrbios posteriores de aprendizagem. Entre outras provas, é identificada via avaliação do número de palavras faladas e compreendidas, já que aos 2 anos o vocabulário expressivo mínimo é de 50 palavras com combinações de 2-3 palavras. Metade das crianças com atraso de fala aos 24-30 meses podem apresentar atraso severo entre 3-4 anos.
Os atrasos de linguagem podem acarretar dificuldades em toda a vida do sujeito, pois a aquisição de linguagem acontece como uma continuidade durante todo o desenvolvimento.
O amplo quadro que envolve a esfera da linguagem pode ser sucintamente discutido da seguinte forma:
- Desenvolvimento lexical é um contínuo na vida do sujeito, Adquirimos o vocabulário durante toda a nossa vida, pelo menos enquanto estivermos activos; ouvindo, falando e interagindo com o meio.
- Desenvolvimento fonológico adquirido na infância acontece por etapas; os primeiros sons são guturais, depois os bilabiais, velares etc. Podemos dizer que a aquisição completa da fonologia se dá na maioria das crianças por volta de 5 a 6 anos, no mais tardar.
- A morfossintaxe, que começa por volta dos 18 meses com uma gramática rudimentar e vai aprimorando ao longo dos anos, até que seu uso se torna automático, isso por volta dos 5 anos de idade. A partir daí o indivíduo usa as regras da sintaxe e da morfologia, sem necessidade de recursos de memória e, dependendo do nível cultural de aprendizagem, sem grandes erros na construção gramatical. (Jakubovicz, 1997)
O desempenho comunicativo ocorre com a integração de todas essas áreas e variações da normalidade são esperadas, uma vez que os aspectos individuais e do ambiente linguístico são considerados na análise dos dados da avaliação.
É importante não deixar de considerar o fato de uma considerável variação individual nos padrões do crescimento do vocabulário inicial, nem todas as crianças apresentam uma explosão de vocabulário.
As crianças continuam a aprender uma quantidade enorme de novas palavras durante muitos anos, ao passo que aprender que opções encontram-se disponíveis em uma língua também leva bastante tempo. O léxico não é simplesmente uma lista de palavras, engloba um vasto número de expressões idiomáticas - sintagmas e construções cujos significados não são necessariamente depreendidos a partir de suas partes, e inclui uma grande quantidade de usos figurados. Assim, constituem um componente importante da aquisição lexical. Estudos da aquisição lexical inicial revelaram bastante sobre como as crianças começam a adquirir um léxico.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Pisquiatria
Nova valência:
Licenciatura em Medicina pelo Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto, concluída em 2003.
Internato Geral realizado no Hospital Senhora da Oliveira em Guimarães, concluído em 2005.
Especialização em Psiquiatria, realizada no Departamento Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital São Teotónio , concluída em Julho de 2011.
Assistente Hospitalar de Psiquiatria no Hospital são Teotónio Viseu até à data.
Pós-graduação em Terapias Cognitivo-Comportamentais – Curso Avançado, realizada no CESPU/Instituto Superior de Ciências da Saúde.
Curso de Formação em Intervenção Sistémica e Familiar realizado na Secção Norte da Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar.
Maria Silvina Salvado Fontes - Psiquiatra
Licenciatura em Medicina pelo Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto, concluída em 2003.
Internato Geral realizado no Hospital Senhora da Oliveira em Guimarães, concluído em 2005.
Especialização em Psiquiatria, realizada no Departamento Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital São Teotónio , concluída em Julho de 2011.
Assistente Hospitalar de Psiquiatria no Hospital são Teotónio Viseu até à data.
Pós-graduação em Terapias Cognitivo-Comportamentais – Curso Avançado, realizada no CESPU/Instituto Superior de Ciências da Saúde.
Curso de Formação em Intervenção Sistémica e Familiar realizado na Secção Norte da Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar.
Maria Silvina Salvado Fontes - Psiquiatra
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Síndroma de Asperger
A linguagem numa criança com Síndroma de Asperger pode surgir mas tarde do que o habitual. Podem utilizar um vocabulário muito preciso e excessivamente formal, e a entoação ser monocórdica. Podem parecer insensíveis às inflexões emocionais da linguagem das outras pessoas. Podem, também, ter dificuldade em perceber as regras do diálogo, não sabendo quando é a sua vez de ouvir ou intervir. Um problema grave com a comunicação é a interpretação demasiado literal das palavras dos outros, o que os faz os parecer muito imaturos.
Visite também o site: www.gabinetesinapse.com
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quarta-feira, 26 de outubro de 2011
PARALISIA CEREBRAL
O QUE É?
É uma alteração persistente, mas não inalterável, do controlo do movimento e da postura devido a uma lesão do sistema nervoso central imaturo.
Como classificar?
A paralisia cerebral tem diferentes classificações consoante as áreas corporais lesadas e a qualidade do tónus muscular.
Área Corporal:
Tetraparésias: os quatro membros estão comprometidos embora mais os superiores do que os inferiores, estando a face e o tronco também afectados. Geralmente não conseguem caminhar e sofrem de atrasos na linguagem e na cognição.
Diplegias: os quatro membros estão afectados, embora os inferiores estejam mais afectados que os superiores. Apresentam dificuldades na marcha.
Hemiparésias: afecta o membro superior e inferior do mesmo lado do corpo.
Qualidade do tónus:
Espasticidade: caracteriza-se por um aumento do tónus muscular com limitação da capacidade de relaxamento muscular da região envolvida. É a rigidez muscular que dificulta ou impossibilita os movimentos voluntários. Revela-se uma desordem motora caracterizada por hipertonia e hiperexcitabilidade secundárias a um aumento do reflexo de estiramento.
Hipotonia: a maioria das crianças são geralmente hipotónicas, especialmente as crianças pré-termo. Estas apresentam indiferença à posição em que são colocadas com difícil obtenção de padrões de postura normais., reacções de rectificação, de equilíbrio e de extensão protectiva. É característico a ausência da actividade motora voluntária devido à falta de controlo do tónus muscular, da cabeça e do tronco.
Disquinésias: caracterizada pela perturbação da coordenação e do equilíbrio. A criança apresenta movimentos involuntários, descontrolados, recorrentes e estereotipados.
• Ataxia: perturbação da coordenação e do equilíbrio. Há tremores principalmente na cabeça e no tronco, aparecendo nos membros inferiores quando iniciam o movimento e aumentando quando a criança tenta realizar um acto motor. Devido ao seu pobre sentido de equilíbrio a criança tem um medo constante de cair.
• Atetose: caracteriza-se por flutuações do tónus muscular, associando-se a movimentos descontrolados (que podem ser lentos e retardados ou rápidos e espásticos), apresentando dificuldades na sucção, na mastigação e na fala.
• Coreoatetose: marcada pela dificuldade em manter posturas e exagero na amplitude dos movimentos e presença de movimentos involuntários. A mímica é exagerada e a respiração irregular. São semi-independentes, mas pessoas muito inventivas, persistentes e colaboradoras.
• Distonia: afecta gravemente o controlo e coordenação motora. As pessoas distónicas são muito dependentes, apresentando atrasos no desenvolvimento da linguagem e emocionalmente instáveis e imaturas.
Mistos: quando as lesões do cérebro são difusas, a maioria das crianças apresentam os sinais acima descritos. A criança pode apresentar uma PC espástica com atetose ou PC espástica com ataxia.
Hiperquinéticas: caracterizada por um aumento da actividade motora, havendo um predomínio de movimentos desorganizados.
Factores de risco associados à Paralisia Cerebral
Pré-natais Peri-natais Pós-natais
Toxoplasmose Anóxia Encefalites
Rubéola Traumatismos no parto Abcessos cerebrais
Herpes Sofrimento fetal Traumatismos cranianos
Sífilis Nascimento prematuro Asfixia
Exposição prolongada e inadequada a raios x Recém nascidos de baixo peso Infecções do sistema nervoso central: meningites
Uso de drogas e/ou álcool Distúrbios circulatórios cerebrais
Qual o impacto da Paralisia Cerebral na criança?
Atraso no crescimento e no desenvolvimento psicomotor Incontinência; infecções urinárias
Subnutrição devido às dificuldades de mastigação e deglutição Fadiga (o seu organismo usa 3 a 5 x mais energia quando se move)
Convulsões em 50% dos casos
Atraso mental Atraso na fala devido à dificuldade em formar e articular palavras e dificuldades respiratórias
Deformações na coluna, contracturas e dores nas articulações devido a posturas desalinhadas e demasia tensão muscular Deficiências de visão e audição; Dificuldades perceptivas
Tipo de intervenções adoptadas:
Terapia da Fala
Terapia Ocupacional
Hidroterapia
Hipoterapia
Fisioterapia
visite o site: www.gabinetesinapse.com
É uma alteração persistente, mas não inalterável, do controlo do movimento e da postura devido a uma lesão do sistema nervoso central imaturo.
Como classificar?
A paralisia cerebral tem diferentes classificações consoante as áreas corporais lesadas e a qualidade do tónus muscular.
Área Corporal:
Tetraparésias: os quatro membros estão comprometidos embora mais os superiores do que os inferiores, estando a face e o tronco também afectados. Geralmente não conseguem caminhar e sofrem de atrasos na linguagem e na cognição.
Diplegias: os quatro membros estão afectados, embora os inferiores estejam mais afectados que os superiores. Apresentam dificuldades na marcha.
Hemiparésias: afecta o membro superior e inferior do mesmo lado do corpo.
Qualidade do tónus:
Espasticidade: caracteriza-se por um aumento do tónus muscular com limitação da capacidade de relaxamento muscular da região envolvida. É a rigidez muscular que dificulta ou impossibilita os movimentos voluntários. Revela-se uma desordem motora caracterizada por hipertonia e hiperexcitabilidade secundárias a um aumento do reflexo de estiramento.
Hipotonia: a maioria das crianças são geralmente hipotónicas, especialmente as crianças pré-termo. Estas apresentam indiferença à posição em que são colocadas com difícil obtenção de padrões de postura normais., reacções de rectificação, de equilíbrio e de extensão protectiva. É característico a ausência da actividade motora voluntária devido à falta de controlo do tónus muscular, da cabeça e do tronco.
Disquinésias: caracterizada pela perturbação da coordenação e do equilíbrio. A criança apresenta movimentos involuntários, descontrolados, recorrentes e estereotipados.
• Ataxia: perturbação da coordenação e do equilíbrio. Há tremores principalmente na cabeça e no tronco, aparecendo nos membros inferiores quando iniciam o movimento e aumentando quando a criança tenta realizar um acto motor. Devido ao seu pobre sentido de equilíbrio a criança tem um medo constante de cair.
• Atetose: caracteriza-se por flutuações do tónus muscular, associando-se a movimentos descontrolados (que podem ser lentos e retardados ou rápidos e espásticos), apresentando dificuldades na sucção, na mastigação e na fala.
• Coreoatetose: marcada pela dificuldade em manter posturas e exagero na amplitude dos movimentos e presença de movimentos involuntários. A mímica é exagerada e a respiração irregular. São semi-independentes, mas pessoas muito inventivas, persistentes e colaboradoras.
• Distonia: afecta gravemente o controlo e coordenação motora. As pessoas distónicas são muito dependentes, apresentando atrasos no desenvolvimento da linguagem e emocionalmente instáveis e imaturas.
Mistos: quando as lesões do cérebro são difusas, a maioria das crianças apresentam os sinais acima descritos. A criança pode apresentar uma PC espástica com atetose ou PC espástica com ataxia.
Hiperquinéticas: caracterizada por um aumento da actividade motora, havendo um predomínio de movimentos desorganizados.
Factores de risco associados à Paralisia Cerebral
Pré-natais Peri-natais Pós-natais
Toxoplasmose Anóxia Encefalites
Rubéola Traumatismos no parto Abcessos cerebrais
Herpes Sofrimento fetal Traumatismos cranianos
Sífilis Nascimento prematuro Asfixia
Exposição prolongada e inadequada a raios x Recém nascidos de baixo peso Infecções do sistema nervoso central: meningites
Uso de drogas e/ou álcool Distúrbios circulatórios cerebrais
Qual o impacto da Paralisia Cerebral na criança?
Atraso no crescimento e no desenvolvimento psicomotor Incontinência; infecções urinárias
Subnutrição devido às dificuldades de mastigação e deglutição Fadiga (o seu organismo usa 3 a 5 x mais energia quando se move)
Convulsões em 50% dos casos
Atraso mental Atraso na fala devido à dificuldade em formar e articular palavras e dificuldades respiratórias
Deformações na coluna, contracturas e dores nas articulações devido a posturas desalinhadas e demasia tensão muscular Deficiências de visão e audição; Dificuldades perceptivas
Tipo de intervenções adoptadas:
Terapia da Fala
Terapia Ocupacional
Hidroterapia
Hipoterapia
Fisioterapia
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terça-feira, 25 de outubro de 2011
HIPOTERAPIA X TERAPIA DA FALA
A interacção do paciente com o animal, observada na Hipoterapia, desenvolve-se formas de comunicação, socialização, postura e até mesmo na sua auto- estima, facilitando a terapia.
Os objectivos da Terapia da Fala:
- Estimular a comunicação oral.
- Estimular a organização do esquema corporal.
- Participar na escolha dos materiais didácticos.
- Desenvolver trabalhos de prevenção no que se refere à área de comunicação escrita, oral, voz e audição.
- Desenvolver-se a estruturação espacial e temporal.
- Melhorar as funções neuro- vegetativas (mastigação, deglutição e respiração).
- Reorganização das funções e tónus dos órgãos fono- articulatórios.
E o que compete ao Terapeuta da Fala na Hipoterapia:
- Avaliar os pacientes, traçando um programa terapêutico.
- Oferecer recursos alternativos para estimulação da linguagem.
- Desenvolver a postura e a expressão corporal dos pacientes, através do trabalho de musculatura torácica e abdominal com preservação da função respiratória.
Recurso que podemos utilizar:
a) Lúdico: Jogos simbólicos, brinquedos.
b) Estimulação Sensorial: Visão, auditiva, gustativa, táctil, olfactiva, ambiental, proprioceptiva, equilíbrio.
c) Motor Global: Conscientização corporal, função do corpo, localização do corpo no espaço.
Ana Rocha
visite o site: www.gabinetesinapse.com
Os objectivos da Terapia da Fala:
- Estimular a comunicação oral.
- Estimular a organização do esquema corporal.
- Participar na escolha dos materiais didácticos.
- Desenvolver trabalhos de prevenção no que se refere à área de comunicação escrita, oral, voz e audição.
- Desenvolver-se a estruturação espacial e temporal.
- Melhorar as funções neuro- vegetativas (mastigação, deglutição e respiração).
- Reorganização das funções e tónus dos órgãos fono- articulatórios.
E o que compete ao Terapeuta da Fala na Hipoterapia:
- Avaliar os pacientes, traçando um programa terapêutico.
- Oferecer recursos alternativos para estimulação da linguagem.
- Desenvolver a postura e a expressão corporal dos pacientes, através do trabalho de musculatura torácica e abdominal com preservação da função respiratória.
Recurso que podemos utilizar:
a) Lúdico: Jogos simbólicos, brinquedos.
b) Estimulação Sensorial: Visão, auditiva, gustativa, táctil, olfactiva, ambiental, proprioceptiva, equilíbrio.
c) Motor Global: Conscientização corporal, função do corpo, localização do corpo no espaço.
Ana Rocha
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Serviços ao Domicílio
Valências:
Terapia Ocupacional
Fisioterapia
Terapia da Fala
Massagem Terapêutica
Enfermagem
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Terapia Ocupacional
Fisioterapia
Terapia da Fala
Massagem Terapêutica
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quinta-feira, 20 de outubro de 2011
XII Congresso Nacional SPG
Congresso2011Vai realizar-se nos próximos dias 4 e 5 de Novembro de 2011, na Escola Alemã de Lisboa, o XII Congresso Nacional da Sociedade Portuguesa de Grupanálise que terá como tema central: “A Força das Palavras”.
Consulte o programa e efectue a sua inscrição através do site do congresso: https://sites.google.com/site/xiicongressogrupanalise/
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