O que é?
É um distúrbio comportamental, caraterizado por três traços transversais: impulsividade, falta de atenção e atividade excessiva. No entanto, e como podemos ver mais abaixo, elaborar o seu diagnóstico não é assim tão linear.
Como se diagnostica?
O problema de se diagnosticar a hiperatividade é que esta apresenta um grau de gravidade que pode ser muito diferente de criança para criança. Para que este diagnóstico possa ser feito é indispensável avaliar os antecedentes da criança, bem como a sua situação atual. Assim, pelo menos oito destes sintomas e/ou sinais têm de estar presentes:
A criança apresenta dificuldade em manter a atenção nas tarefas;
Mostra facilidade para se distrair;
Com frequência parece que não está a escutar;
Com frequência passa de uma atividade incompleta para outras;
Com frequência perde coisas necessárias para as tarefas;
Com frequência interrompe ou perturba os outros;
Tem dificuldades em esperar pela sua vez em atividades de grupo;
Com frequência responde a perguntas sem pensar;
Com frequência envolve-se em atividades físicas sem pensar nas consequências;
Com frequência fala excessivamente;
Tem dificuldade em brincar tranquilamente;
Tem dificuldade em permanecer sentada;
Tem dificuldade em seguir instruções.
É de salientar que estes sintomas/sinais devem verificar-se em mais do que um contexto em que a criança está inserida.
O que fazer?
Regra geral educar uma criança já é uma tarefa difícil, educar uma criança com hiperatividade requer um maior esforço e um conjunto de competências que estão perfeitamente ao seu alcance. Para isso, pode sempre pedir informações ao médico ou profissional de saúde especializado que acompanha o seu filho.
Também existe alguma literatura que informa e orienta sobre como pode proceder.
O que também necessita de saber
A maioria das crianças com hiperatividade não tem qualquer tipo de problema de inteligência, aliás costumam estar na média e muitas vezes acima da mesma.
Algumas pessoas famosas com hiperatividade são: Albert Einstein, Thomas Edison, Henry Ford, entre outros.
Sobre a medicação
A medicação estimulante normalmente é utilizada e revela ser eficaz no combate de sintomas como por exemplo a falta de atenção, a impulsividade e a atividade excessiva, o que ajuda no desempenho escolar e nas relações sociais. No entanto cada indivíduo é único e assim sendo os efeitos da medicação e o próprio medicamente em si deve ser adequado a ele. Alguns dos efeitos secundários da toma da medicação podem ser perda de apetite, insónia, irritabilidade, sensação de cansaço ou desorientação, caso estes persistiam deve procurar de imediato o médico que acompanha o seu filho.
A hiperatividade desaparece?
Não propriamente, com a idade as manifestações diminuem e os jovens aprendem estratégias para lidar melhor com elas. Ou seja, a criança desaparece e dá lugar a um adulto “irrequieto”.
Orientações para os pais
• Colocar a criança num desporto (é importante que ela gaste o máximo de energia possível durante o dia);
• Dar mais atenção à criança (caso seja possível dedique algum tempo do seu dia por muito curto que seja ao seu filho);
• Não colocar um rótulo de “má” ou qualquer outro comentário depreciativo perante um comportamento desadequado ou de risco;
• Canalizar a energia para a prática de uma actividade construtiva e tentar envolver a criança no máximo de atividades físicas durante o dia;
• É importante criar uma rotina com limites e regras perante as quais a criança pode atuar;
• Quando as regras são impostas é benéfica a existência de um sistema de recompensa para reforçar os comportamentos desejados;
• As regras não devem ser excessivas, devendo ser expressas com clareza, esclarecendo sobre o que a criança pode ou não fazer e caso sejam violadas as consequências devem ser imediatas;
• Elogie o seu filho e recompense-o pelo bom comportamento;
• Mantenha a casa o mais organizada possível para que a criança encontre o que necessita;
• Proteja a sua casa de eventuais perigos;
• Quando o seu filho precisar de trabalhar reduza o número de estímulos;
• Determine um local na sua casa para o seu filho se acalmar, “dar um tempo”, quando o seu comportamento estiver fora do controlo.
Converse com o seu filho
• Quando quiser a atenção do seu filho deverá colocar-se ao mesmo nível que ele. Pode ser necessário controlá-lo colocando a mão no seu braço ou no ombro, segurando com delicadeza. Fale com clareza e certifique-se de que ele está a escutar. Procure manter o contacto ocular, repita o que está a dizer, se necessário, e peça-lhe que repita o que você acabou de dizer para ter a certeza que ele compreendeu;
• Ao dar-lhe instruções, lembre-se de as mencionar pela mesma ordem em que espera que elas sejam cumpridas.
Lide com a agressividade do seu filho
• Ensinar ao seu filho que existem outras formas de interagir e de obter as “coisas” e exemplificar como;
• Não afastá-lo da convivência com as outras crianças, tentar integrá-lo e se possível num primeiro contato estar por perto caso ele tenha alguma atitude mais impulsiva ou agressiva, explicando-lhe que esse comportamento não é permitido e explicar às outras crianças como é o comportamento do seu filho.
Ajudando na auto-estima do seu filho
A criança hiperativa tende a desenvolver uma baixa auto-estima, isto porque em casa são muitas vezes repreendidos, acham que as outras crianças não gostam delas, são repreendidas na escola e muitas vezes têm notas baixas;
Em geral não compreendem que têm um problema, pelo que afirmam que as outras pessoas estão sempre a gritar com elas ou a ataca-las e estão sempre metidas em confusão. Por vezes queixam-se dos trabalhos de casa por serem difíceis ou chatos;
É importante encontrar uma maneira de elevar a sua auto-estima, ou seja, identificar os momentos nos quais ele está a comportar-se como é desejado e recompensá-lo por isso, não é suborná-lo mas dar-lhe feedback positivo (guloseimas, estrelas dourada, smiles);
Ignorar os acessos de raiva e os maus comportamentos;
Tentar encontrar um espaço de tempo do seu dia, nem que seja pequeno, para estar com o seu filho e dar-lhe atenção.
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